terça-feira, 2 de setembro de 2014

EBOLA MATA, VOCÊ SABIA?

                           

Ébola

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
                                   
Ébola
Microfotografia de um virião do vírus de ébola.
A febre hemorrágica ébola ou ebola (FHE) é a doença humana provocada pelos vírus do ébola. Os sintomas têm início duas a três semanas após a infeção, e manifestam-se através de febre, dores musculares, dores de garganta e dores de cabeça. A estes sintomas sucedem-se náuseas,vómitos e diarreia, a par de insuficiência hepática e renal. Durante esta fase, algumas pessoas começam a ter problemas hemorrágicos.
A propagação da doença em determinada população tem início quando uma pessoa entra em contacto com o sangue ou fluidos corporais de um animal infetado, como os macacos ou morcegos-da-fruta. Pensa-se que os morcegos-da-fruta sejam capazes de transportar a doença sem ser afetados. Após a infeção, a doença é transmissível de pessoa para pessoa, inclusive através do contacto com pessoas mortas em decorrência do vírus. Os homens que sobrevivem à doença continuam a ser capazes de a transmitir por via sexual durante cerca de dois meses. O diagnóstico tem geralmente início com a exclusão de outras doenças com sintomas semelhantes, como a malária, cólera ou outras febres hemorrágicas virais. Para a confirmação do diagnóstico inicial, o sangue é posteriormente analisado para detetar a presença de anticorpos do vírus, de ARN viral ou do próprio vírus.
A prevenção é feita através de medidas que diminuem o risco de propagação da doença entre macacos ou porcos infetados e os seres humanos. Isto pode ser conseguido através do rastreio destes animais e, no caso de ser detectada a doença, matando e eliminando de forma apropriada os corpos. Deve-se também cozinhar a carne de forma adequada e é recomendado usar vestuário de proteção quando se manuseia carne. Na proximidade de uma pessoa infetada é recomendado que se lavem as mãos e que seja também usado vestuário de proteção.
Não existe tratamento específico para o vírus. O tratamento envolve a administração de terapia de reidratação oral ou intravenosa. A doença tem uma taxa de mortalidade extremamente elevada – até cerca de 90%. Geralmente ocorre durante surtos em regiões tropicais da África subsariana. Entre 1976, o ano em que foi pela primeira vez identificada, e 2014, o número de casos registados em cada ano foi sempre inferior a 1000. O maior surto registado até 2014 foi o surto de ébola na África Ocidental de 2014. A doença foi identificada pela primeira vez no Sudão e na República Democrática do Congo. Tem havido esforços no sentido de desenvolver uma vacina, embora, à data de 2014, não esteja ainda disponível.

Sinais e sintomas


O tempo médio entre o momento em que se contrai a infeção e a primeira manifestação de sintomas é de entre 8 a 10 dias, mas pode ocorrer entre 2 e 21 dias. Os primeiros sintomas de FHE podem ser semelhantes aos de maláriadengue ou outras doenças tropicais, antes da doença progredir para a fase hemorrágica.Os sinais e sintomas do ébola geralmente têm início de forma súbita ao longo de um estágio inicial semelhante à gripe e caracterizado por fadiga,febre, dor de cabeça e dores nas articulações, musculares e abdominais. Vómitosdiarreia e anorexia são também sintomas comuns. Entre os sintomas menos comuns estão a inflamação da garganta, dores no peito, soluçosfalta de ar e dificuldade em engolir.5 Em cerca de metade dos casos os pacientes apresentam exantema maculopapular.

Fase hemorrágica

Todas as pessoas infetadas mostram sintomas do envolvimento do sistema circulatório, como coagulopatia. Durante a fase hemorrágica, as primeiras hemorragias internas ou subcutâneas podem-se manifestar através de olhos avermelhados ou pela presença de sangue no vómito. Em cerca de 40-50% dos casos verificam-se relatos de hemorragias nas pregas da pele e das mucosas; por exemplo, no sistema digestivo, nariz,vagina e gengivas. Entre os tipos de hemorragias associados à doença estão a presença de sangue no vómito, na tosse e nas fezes. As hemorragias intensas são raras e geralmente restritas ao sistema digestivo.Geralmente, a evolução para sintomas hemorrágicos é um indicador do agravamento do prognóstico e a perda de sangue pode provocar a morte.

Causas



A febre hemorrágica ébola é provocada por quatro das cinco espécies de vírus classificadas no género Ebolavirus, família Filoviridae, ordemMononegavirales. Estas quatro espécies são o ébola-Zaire, ébola-Sudão, ébola-Bundibugyo e o ébola-Costa do Marfim. O quinto vírus, a espécie Reston, não aparenta provocar a doença em seres humanos. Durante um surto, as pessoas em maior risco são os profissionais de saúde e aqueles em contacto com os infetados.
            

Transmissão

A forma de transmissão do vírus ainda não é completamente compreendida.11 Pensa-se que a FHE ocorra após o portador inicial humano ter contraído o vírus mediante contacto com os fluídos corporais de um animal infetado. A transmissão entre humanos pode ocorrer através de contacto direto com o sangue ou fluídos corporais de uma pessoa ou animal infetados, incluindo o embalsamamento de cadáveres, ou por contacto com equipamento médico contaminado, particularmente agulhas e seringas. É provável que também ocorra transmissão através de exposição oral ouconjuntiva,tendo sido confirmada em outros primatas para além do ser humano. O potencial de infeções em grande escala por FHE é considerado baixo, uma vez que a doença só é transmitida por contacto direto com as secreções de indivíduos que mostrem sinais de infeção. A rápida manifestação dos sintomas faz com que seja relativamente fácil identificar indivíduos doentes e limita a capacidade de uma pessoa em transmitir a doença durante viagens. Uma vez que os mortos continuam a ser infeciosos, as autoridades de saúde removem-nos de forma segura, apesar dos rituais fúnebres tradicionais.
Os profissionais de saúde que não usem vestuário de proteção apropriado apresentam um risco acrescido de contrair a doença.Verificou-se que no passado as as transmissões em meio hospitalar em África se deveram à reutilização de agulhas e inexistência de medidas de precaução universais.
A doença não é transmitida por via aérea de forma natural. No entanto, pode ser transmitida através de gotículas inaláveis de 0,8–1,2 micrómetros produzidas em laboratório. Devido a esta potencial via de transmissão, estes vírus são classificados como armas biológicas de categoria A. Recentemente, observou-se que o vírus é capaz de ser transmitido sem contacto entre porcos e primatas não humano
Os morcegos descartam fruta parcialmente ingerida, a qual é depois recolhida e comida por mamíferos terrestres como os gorilas. Esta cadeia de eventos constitui um possível meio de transmissão indireta entre o hospedeiro natural e as populações animais, pelo que a investigação se tem focado na saliva dos morcegos. Entre outros fatores, a produção de fruta e o comportamento animal variam consoante o local e a época, o que pode desencadear surtos ocasionais entre as populações animais quando se reúnem as condições propícias.

Reservatórios naturais

Cozinhado de carne de animais selvagens no Gana. A prática de consumo de animais selvagens emÁfrica tem sido associado à transmissão de doenças para o ser humano, entre as quais o ébola.23
Considera-se que sejam os morcegos o reservatório natural mais provável, tendo também sido consideradas as plantas, os artrópodes e as aves.Sabe-se que a fábrica de algodão onde tiveram início os primeiros casos dos surtos de 1976 e 1979 era o habitat de vários morcegos, os quais também estão implicados nas infeções por vírus de Marburg em 1975 e 1980. De 24 espécies de plantas e 19 espécies de vertebrados inoculadas de forma experimental com o vírus ébola, só os morcegos é que foram infectado A ausência de sinais clínicos nestes morcegos é característica das espécies reservatório. À data de 2005, tinham sido identificados três espécies de morcegos-da-fruta em contacto com o vírus — Hypsignathus monstrosusEpomops franqueti e Myonycteris torquata. Estas espécies são agora suspeitas de serem o hospedeiro reservatório do vírus do ébola. Foram encontrados anticorpos contra o ébola-Zaire e os vírus Reston em morcegos no Bangladeche, identificando-se assim potenciais hospedeiros na Ásia.
Entre 1976 e 1998, entre as amostras de 30 000 mamíferos, aves, répteis, anfíbios e artrópodes recolhidas nas regiões dos surtos, não foi detectado qualquer ébolavírus para além de alguns vestígios genéticos em seis roedores (Mus setulosus e Praomys) e um musaranho (Sylvisorex ollula) recolhidos na República Centro-Africana. Durante os surtos de 2001 e 2003 foram detectados vestígios de vírus de ébola nas carcaças de gorilas e chimpanzés, que mais tarde se tornaram a fonte de infeções em seres humanos. No entanto, a elevada mortalidade da infeção presente nestas espécies faz com que seja improvável que sejam o reservatório natural.
Geralmente, a transmissão entre o reservatório natural e os seres humanos é rara, e em cada surto é possível identificar o caso de origem, no qual alguém manuseou carcaças de gorilas, chimpanzés ou Cephalophinae. Os morcegos-da-fruta são também uma fonte alimentar em algumas regiões da África ocidental, onde são fumados, grelhados ou usados na preparação de sopa.

Virologia

Como ler uma caixa taxonómicaVírus Ébola
Ebola virus em.png
Classificação científica
Grupo:V ((-)ssARN)
Ordem:Mononegavirales
Família:Filoviridae
Género:Ebolavirus
Distribuição geográfica
Distribuição da ébola nos mapas C e D.
Distribuição da ébola nos mapas C e D.
Espécies
  • ebolavirus-Zaire (EBO-Z)
  • ebolavirus-Sudão (EBO-S)
  • ebolavirus-Reston (EBO-R)
ebolavirus é um filovírus (o outro membro desta família é o vírus Marburg), com forma filamentosa, com 14 micrômetros de comprimento e 80 nanômetros de diâmetro. O seu genoma é de RNA fita simples de sentido negativo (é complementar à fita codificante). O genoma é protegido porcapsídeo, é envelopado e codifica sete proteínas.
Há três tipos: ébola–Zaire (EBO–Z), ébola–Sudão (EBO–S) com mortalidades de 83% e 54% respectivamente. A estirpe ébola–Reston foi descoberta em 1989 em macacos Macaca fascicularis importados das Filipinas para os Estados Unidos tendo infetado alguns tratadores por via respiratória.O período de incubação do vírus ébola dura de 5 a 7 dias se a transmissão for parenteral e de 6 a 12 dias se a transmissão foi de pessoa a pessoa. O início dos sintomas é súbito com febre alta, calafrios, dor de cabeça, anorexia, náusea, dor abdominal, dor de garganta e prostração profunda. Em alguns casos, entre o quinto e o sétimo dia de doença, aparece exantema de tronco, anunciando manifestações hemorrágicas: conjuntivite hemorrágica, úlceras sangrentas em lábios e boca, sangramento gengival, hematemese (vômito com presença de sangue) e melena (hemorragia intestinal, em que as fezes apresentam sangue). Nas epidemias observadas, todos os casos com forma hemorrágica evoluíram para morte. Nos períodos epidêmicos e de surtos, a taxa de letalidade variou de 50 a 90%.36 Seu contágio pode ser por via respiratória, ou contato com fluidos corporais de uma pessoa infectada.

Paciente infectado com Ebola e duas enfermeiras em Kinshasa,1976

Fisiopatologia

Esquema fisiopatológico
Os principais alvos da infeção são as células endoteliais, os fagócitos mononucleares e os hepatócitos. Após a infeção, é sintetizada umaglicoproteína segregada (sGP) denominada glicoproteína do vírus do ébola (GP). A replicação do vírus do ébola ultrapassa a própria síntese proteica das células infetadas e das defesas imunitárias do hospedeiro. A GP forma um complexo trimérico, o qual liga o vírus às células endoteliais que revestem a superfície interior dos vasos sanguíneos. A sGP forma um dímero proteico que interfere com a sinalização dos neutrófilos (um tipo de glóbulos brancos) o que permite ao vírus esquivar-se do sistema imunitário inibindo os primeiros passos da ativação dos neutrófilos. Estes glóbulos brancos também atuam como contentores para o transporte do vírus pelo corpo do hospedeiro, depositando-o nos gânglios linfáticos,fígado, pulmões e baço.
A presença de partículas virais e de danos nas células resultantes da gemulação provocam a libertação de citocinas, as quais sçai as moléculas de sinalização para a febre e inflamação. O efeito citopático da infeção nas células endoteliais provoca a perda da integridade vascular. Esta perda é posteriormente agravada devido à síntese de GP, o que reduz as integrinas específicas responsáveis pela coesão celular na estrutura intercelular, e devido às lesões no fígado, que provocam coagulopatia.

Diagnóstico

O historial médico da pessoa, em particular o historial recente de viagens, trabalho e exposição à vida selvagem, são critérios importantes para se suspeitar de um diagnóstico de febre hemorrágica ébola. O diagnóstico é confirmado através do isolamento do vírus, detectando o seu ARN ouproteínas, ou detectando no sangue da pessoa os anticorpos do vírus. Isolar o vírus é mais eficaz durante a fase inicial e após a morte, enquanto que a detecção dos anticorpos é eficaz em estágios avançados e nas pessoas em recuperação. O isolamento do vírus é realizado em cultura celular; o ARN viral é detetado através de reação em cadeia da polimerase (PCR) e as proteínas são detectadas através do teste ELISA.
Durante um surto, geralmente não é praticável isolar o vírus. Assim, os métodos de diagnóstico mais comuns são a deteção de proteínas em tempo real (PCR e ELISA), os quais podem ser realizados no terreno ou em hospitais de campanha. É possível observar e identificar os filoviriões em culturas celulares através do microscópio eletrónico devido à sua forma filamentosa característica, embora a microscopia electrónica não seja capaz de distinguir entre os vários filovírus.

Prevenção

Análise de um vírus de ébola com proteção de vestuário pressurizado de modo a evitar eventuais infeções.

Alterações comportamentais

Os vírus ébola são contagiosos, pelo que a prevenção envolve fundamentalmente precauções comportamentais, equipamento de proteção individuale desinfeção. As técnicas para evitar a infeção englobam evitar o contacto com sangue ou secreções corporais infetadas, incluindo as dos mortos.Isto implica detectar e diagnosticar a doença durante a fase inicial e usar medidas de precaução universais para todos os pacientes. Entre as medidas recomendadas durante o tratamento de pessoas suspeitas de estarem infetadas estão o uso de vestuário de proteção adequado, como máscaras, luvas, batas, óculos, esterilização e isolamento do equipamento. A lavagem das mãos é igualmente importante, mas pode ser difícil em regiões onde a disponibilidade de água é escassa.
Devido à inexistência de equipamento adequado e práticas de higiene, as epidemias em larga escala têm ocorrido principalmente em regiões isoladas e pobres, sem hospitais modernos ou equipas médicas com formação adequada. As autoridades têm também desencorajado alguns rituaisfúnebres tradicionais, em particular os que envolvem o embalsamamento do corpo. As tripulações de companhias aéreas que voam para estas regiões são geralmente treinadas para identificar o ébola e isolar pessoas que apresentem os sintomas da doença.

Quarentena

A quarentena é geralmente eficaz na diminuição da velocidade de propagação. As autoridades geralmente colocam de quarentena as áreas onde a doença ocorre ou as pessoas que possam estar infetadas. O número reduzido de estradas ou meios de transporte pode ajudar a diminuir a velocidade de propagação em África. Durante o surto de 2014, a Libéria encerrou todas as escolas.

Vacina

Não está atualmente disponível qualquer vacina para os seres humanos.Os candidatos mais proeminentes são vacinas ADN50 ou vacinas derivadas de adenovírus, vírus da estomatite vesicular (VSIV) ou de partículas semelhantes a vírus (VLP). As vacinas ADN, de adenovírus e VSIV passaram à fase de ensaio clínico. As vacinas têm-se mostrado eficazes na proteção de primatas não humanos. Aimunização demora seis meses, o que não permite que as vacinas sejam usadas como medida de controlo de epidemias.

Tratamento

Não existe tratamento específico para o ébolavírus. Os cuidados paliativos consistem geralmente na gestão dos líquidos corporais e eletrólitos para prevenir a desidratação, a administração de anticoagulantes na fase inicial da infeção para prevenir ou controlar a coagulação intravascular disseminada, a administração de anticoagulantes nas fases posteriores para controlar as hemorragias, a manutenção dos níveis de oxigénio, a gestão da dor, e administração de antibióticos ou antimicóticos para o tratamento de infeções secundárias.

Prognóstico

A doença apresenta uma taxa de mortalidade elevada, frequentemente entre 50 e 90%. No caso de uma pessoa infetada sobreviver, a recuperação é geralmente rápida e completa. No entanto, nos casos de maior duração ocorrem muitas vezes complicações com problemas a longo prazo, como inflamação dos testículos, dores nas articulações, dores musculares, esfoliação da pele ou perda de cabelo. Têm também sido observados sintomas oculares, como sensibilidade à luz, epífora, uveíte, corioretinite ou cegueira. Os vírus de ébola são capazes de persistir nosémen de alguns sobreviventes até sete semanas, o que possibilita o contágio através de relações sexuais.

Epidemiologia

O vírus é denominado pelo nome de um rio na República Democrática do Congo (antigo Zaire), o Rio Ebola, onde tem havido vários casos. Nunca houve casos humanos fora de África, mas já apareceram casos em macacos importados nos Estados Unidos e Itália. Os casos identificados desde1976 são apenas 1500, dos quais cerca de mil resultaram em morte. Não foi ainda identificado o reservatório animal do vírus.
O ébola, como os outros vírus, adere à célula do hospedeiro, onde entra ou apenas injeta seu material genético, o genoma. Este usa a estrutura da célula para se reproduzir e cada nova cópia do genoma obriga a célula a fazer o invólucro de proteína. Os novos vírus deixam a célula do hospedeiro com capacidade de infectar outras células.
O vírus pode ser contraído de humanos e de animais, transmitido principalmente por meio de contato com o sangue, secreções e outros fluídos corporais.
Animais que carregam a doença incluem chimpanzés, gorilas, morcegos frutívoros, macacos, antílopes selvagens e porcos-espinhos, encontrados mortos ou doentes na floresta tropical.
Em algumas culturas das aldeias africanas, onde é usual a família lavar o corpo dos mortos manualmente antes do enterro, as populações afetadas são infectadas em alto número devido à possibilidade de infecção ao se entrar em contato com o falecido.
A transmissão entre humanos por meio de sêmen infectado também pode ocorrer até sete semanas após a recuperação clínica. Já há pesquisas feitas de que o ébola pode ser transmitido pelo ar de entre porcos ou destes para o ser humano (uma nova variação do vírus). A equipe médica é aconselhada a usar luvas de látex e filtro respiratório. . Ainda não há tratamento ou vacina para a doença.

História

O ebola foi descoberto em 1976 por uma equipe comandada por Guido van Der Groen, chefe do laboratório de Microbiologia do Instituto de Medicina Tropical de Antuérpia, na Bélgica.
Desde a sua descoberta, diferentes estirpes do Ebola causaram epidemias com 50 a 90% de mortalidade na República Democrática do Congo, Gabão, Uganda e Sudão.A segunda epidemia ocorreu em 1979, quando 80% das vítimas morreram. Em maio de 1995, a cidade de Mesengo, a cento e cinquenta quilômetros de Kikwit, no Zaire, foi atingida pelo vírus, que matou mais de cem pessoas. Há suspeitas de casos no Congo e no Sudão. O primeiro desse tipo de vírus apareceu em 1967, foi o Marburg, a partir de células dos rins de macacos verdes de Uganda. Foi registrado um novo surto em julho de 2014 na África Ocidental nos países como Serra Leoa, Guiné e Guiné Equatorial. É a primeira vez que um surto aparece na África Ocidental - que esteve sempre na África Central.

Investigação

Medicamentos

O favipiravir aparenta ter alguma utilidade em modelos de ratos. Os fármacos antiestrogénios usados no tratamento de infertilidade e cancro da mama (como o clomifeno ou o toremifeno) inibem a progressão do vírus de ébola em ratos infetados. 90% dos ratos tratados com clomifeno e 50% dos ratos tratados com toremifeno sobreviveram aos ensaios.

Anticorpos

Durante um surto na República Democrática do Congo em 1999, sete de oito pessoas que receberam transfusões de sangue de sobreviventes de ébola foram capazes de sobreviver à doença. No entanto, este potencial tratamento é considerado controverso. Os anticorpos administrados por via intravenosa aparentam oferecer alguma proteção em primatas não humanos que tenham estado expostos a doses elevadas de ébola. Dois missionários voluntários americanos (Dr. Kent Brantly e Nancy Writebol), infectados em agosto de 2014, apresentaram melhoras significativas do quadro clínico após tratamento com ZMapp — um fármaco experimental à base de três anticorpos monoclonais.

Outros tratamentos

Existem outros possíveis tratamentos com base na tecnologia antissenso. Tanto os SiRNA como o o morfolino demonstraram ser capazes de oferecer imunidade contra a doença em primatas não humanos. O TKM-Ebola é um composto SiRNA que atualmente está na fase de ensaios clínicos em seres humanos.

Curiosidades, você sabia?

                                        

10 curiosidades interessantes sobre o pulso humano

Um dos métodos mais antigos empregados para monitorar a saúde humana é a medição manual da frequência cardíaca através do pulso. Contudo, não pense que a pulsação é interpretada da mesma forma por todo mundo, apenas como algo relacionado com os batimentos do coração. Na verdade, diferentes culturas levam diferentes aspectos em consideração, resultando em métodos bem curiosos de diagnóstico.

Na medicina tradicional chinesa, por exemplo, existem 12 tipos de pulso diferentes — consistindo em seis para cada punho —, e cada um está relacionado com diferentes órgãos. Já a medicina ayruvédica, desenvolvida na Índia há milhares de anos, interpreta o padrão do ritmo cardíaco como uma indicação sobre o equilíbrio dos três “doshas”, ou seja, das energias básicas que influenciam a alma e o corpo. Confira a seguir mais curiosidades interessantes:
                                               
1 – Os antigos egípcios mediam a pulsação em diversas partes do corpo, pois acreditavam que o coração — considerado por eles como fonte de todas as emoções, sabedoria, memória etc. — se comunicava através de todos os membros;
2 – Já os gregos antigos — como o famoso médico Herófilo — consideravam quatro características na hora de tomar o pulso de um paciente: frequência, força, ritmo e duração;
3 – Com o tempo, os médicos começaram a questionar o que as características consideradas pelos gregos significavam exatamente, e como elas podiam ser interpretadas corretamente através do toque dos dedos. Assim, no século 18, um médico inglês começou a medir as pulsações durante períodos de 1 minuto, inventando uma técnica rudimentar de monitorar a frequência cardíaca;

4 – As técnicas desenvolvidas pelos chineses que, como mencionamos, consideram 12 tipos de pulsos diferentes, começaram a surgir durante a Dinastia Han — de 206 a.C. a 220 d.C. — e hoje em dia contam com o suporte de tecnologias como o eletrocardiograma para fornecer diagnósticos;
5 – A antiga medicina islâmica, também conhecida como Unani Tibb, se baseou em elementos das tradições gregas, chinesas e ayruvédicas para desenvolver seus próprios métodos de diagnóstico. Assim, médicos como Avicena e Al-Razi se preocuparam em descobrir quais eram as relações entre pulsação e doenças, e inclusive existe uma lenda de que Avicena usava seu talento em medir a frequência cardíaca como detector de mentiras;
6 – Outro conto interessante envolvendo médicos islâmicos do passado se refere a um clínico que nem sequer precisava tocar seus pacientes para medir as pulsações. Segundo a história, ele colocava um fio ao redor do punho do doente e sentia as vibrações produzidas pelos batimentos;
7 – Como a interpretação das pulsações requer bastante habilidade e sensibilidade, alguns médicos gregos da era medieval chegaram a estudar música para melhorar suas técnicas;
8 – De acordo com a OMS, o coração humano deve bater em uma frequência entre 60 e 100 vezes por minuto. Aliás, o coração de um adulto saudável bate aproximadamente 100 mil vezes por dia, 36 milhões de vezes por ano e, aos 70 anos de idade, ele terá batido cerca de 2,5 bilhões de vezes;
9 – A frequência cardíaca das mulheres normalmente é mais rápida do que a dos homens;
10 – Um estudo recente realizado por cientistas suecos demonstrou que quando um coral canta, seus ritmos cardíacos ficam sincronizados.
                                             
20 CURIOSIDADES SOBRE SAÚDE QUE VOCÊ TALVEZ NÃO CONHEÇA:

Porque choramos ao descascar cebola? Será que comer banana realmente ajuda a evitar cãibras? Afinal, qual a verdadeira causa do soluço? Sem dúvida, o corpo humano é cheio de mistérios. Mas acredite, há explicação para qualquer ação e reação que produzimos. Veja algumas dessas curiosidades, que nós selecionamos para você!

1 O QUE CAUSA O SOLUÇO?

O soluço é um problema ligado ao sistema nervoso e pode ser gerado por vários motivos bem diferentes, como por exemplo, a ingestão de bebidas com gás, mudanças súbitas de temperatura, depressão e até pneumonia. O tipo mais comum de soluço, que passa depois de alguns minutos, é causado por uma irritação no nervo frênico, responsável pelo movimento do diafragma, músculo que controla nossa respiração. Assim, quando o estômago fi ca cheio, esse nervo é pressionado e a reação do diafragma é se contrair. Dessa forma, a laringe, que fi ca na garganta, bloqueia o ar que vai da boca para os pulmões e faz com que as cordas vocais vibrem. Isso também explica porque costumamos beber água ou prender a respiração quando estamos com soluço. São formas de fazer o diafragma voltar ao seu ritmo normal.

2 COMER BANANA AJUDA A EVITAR CÃIBRAS?

A cãibra é uma contração involuntária e dolorosa dos músculos, que pode durar segundos ou, em casos mais raros, alguns minutos. Muitas pessoas acreditam que a melhor maneira para evitá-las é ter uma dieta rica em bananas e potássio, mas, isso não pode ser seguido à risca. De fato, a falta de potássio pode até causar cãibras, mas seu principal sintoma é fraqueza ou paralisia dos músculos. Por isso, ter uma alimentação balanceada em cálcio e magnésio é mais relevante para prevenir esses espasmos.

3 POR QUE SENTIMOS MAIS FOME NO FRIO?

É só o inverno chegar que passamos a sentir mais fome que o normal. Isso acontece porque durante as estações mais frias do ano, o corpo precisa trabalhar mais para produzir calor e manter a temperatura interna na casa dos 37°. Esse gasto de energia causa sensação de fome, já que precisamos ingerir mais calorias para compensar o trabalho extra. O problema, porém, é que a maioria das pessoas opta por alimentos ricos em açúcar e gordura e se depara com quilos a mais quando o frio acaba.

4 POR QUE SENTIMOS O OLHO PULSAR ÀS VEZES?

Sentimos o olho pulsar por uma contração involuntária no músculo da pálpebra, chamada de Blefaroespamo. Funciona como se fosse uma cãibra. Essa reação pode surgir por cansaço, estresse, consumo excessivo de cafeína ou pouca lubrificação no globo ocular. O tremor costuma passar sozinho, mas é possível amenizá-lo com uma massagem leve nos olhos e repouso das pálpebras.

5 POR QUE A PICADA DE PERNILONGO COÇA?

Sentir coceira após ser picado por um inseto é uma reação alérgica do organismo para proteger o corpo. Quando o pernilongo pica, libera anticoagulante, saliva e outras substâncias. Como reação, o corpo libera histamina, uma substância que causa vermelhidão, mas aumenta as células que protegem o local. O problema é que essa substância causa coceira e em alguns casos é preciso tomar um anti-histamínico para controlá-la.

6 POR QUE FICAMOS ARREPIADOS?

O arrepio é uma reação do organismo e acontece normalmente quando estamos com frio ou medo. No caso do frio, o arrepio é consequência das contrações musculares e ajuda a evitar a perda de calor do corpo. Assim, os pelos ficam erguidos e funcionam como isolante térmico. Já no caso do medo, o arrepio é uma herança dos tempos primitivos. Toda vez em que um animal se sente ameaçado, seu sistema nervoso entra em ação, deixando os pelos eriçados para mostrar para ao seu oponente que é maior e mais forte do que ele imagina.

7 POR QUE ESPIRRAMOS?

Espirrar nada mais é que um ato involuntário, com jato de ar bem forte, que pode chegar a 150 km/h. O espirro tem a função de expelir qualquer sujeira que estiver irritando o nariz. Por isso, mesmo que às vezes você queira prender o ar para ão fazer barulho em público, nem sempre é possível. Quando uma poeira ou fumaça entra no nariz, o cérebro interrompe a respiração normal, faz todos os músculos ligados à respiração se contraírem e empurra o ar para fora com toda força. Para que saia com mais pressão, o ar dos pulmões é bloqueado pela glote no início do espirro e liberado em seguida.

8 POR QUE O CABELO FICA BRANCO?

Os fios de cabelo se despedem da cor original e se tornam brancos assim que os melanócitos, células localizadas na raiz dos fios, começam a perder a capacidade de produzir melanina. Vale lembrar que a melanina é a pigmentação responsável pela coloração dos cabelos e sua produção cai por vários fatores, como mudanças hormonais e envelhecimento.

9 POR QUE OS DEDOS FICAM ENRUGADOS NA ÁGUA?

Quem nunca ficou com a pele enrugada após sair da piscina ou tomar um banho quente? Isso acontece porque a epiderme, camada de pele que fica em contato com o meio externo, é composta por queratina, uma proteína que forma uma barreira de proteção contra umidade e bactérias. No entanto, quando os dedos fi cam muito tempo em contato com a água, a epiderme, que é bastante permeável, fica encharcada e a pele incha.

10 POR QUE PISCAMOS?

Piscar é uma forma de proteger e lubrificar os olhos. O corpo produz uma lágrima lubrifi cante e as pálpebras abrem e fecham de 15 a 20 vezes por minuto para espalhar esse líquido por toda a região ocular. Normalmente, piscar é um ato involuntário e serve como reflexo para proteger a córnea de sujeiras e agentes externos, como poeira ou fumaça.

11 POR QUE SALIVAMOS QUANDO SENTIMOS VONTADE DE COMER ALGUMA COISA?

Comer é um prazer. Afi nal, quem nunca fi cou com água na boca ao ver um bolo de chocolate? Quando salivamos diante de um prato saboroso é uma maneira de preparar o corpo para a digestão. Dessa forma, a partir do momento em que você observa e sente o cheiro da comida, o cérebro fi ca em alerta e manda um estímulo que aciona as glândulas salivares, responsáveis por decompor os alimentos.

12 POR QUE SAEM LÁGRIMAS DOS OLHOS QUANDO DESCASCAMOS CEBOLA?

A cebola libera alguns gases quando cortada. Esses gases entram em contato com a água dos olhos e provocam sensação de ardência no globo ocular. Para se defender da irritação, as glândulas lacrimais são ativadas, lavam os olhos e removem essas substâncias. Vale lembrar que, nesses casos, a dica é descascar as cebolas dentro de uma vasilha com água para impedir que os gases viagem pelo ar.

13 POR QUE BOCEJAMOS QUANDO VEMOS OUTRA PESSOA BOCEJAR?

Não se sabe ao certo porque bocejamos, mas a teoria mais aceita é que essa é uma forma de capturar mais oxigênio e aumentar a frequência cardíaca. Por isso, o bocejo é uma ação involuntária do organismo para despertar ou fazer com que o corpo entre em alerta. Mas afinal, por que bocejamos quando vemos outra pessoa fazendo o mesmo? Normalmente, isso acontece porque estamos vivendo uma situação parecida com a primeira pessoa que bocejou. Assim, ao ver alguém fazer este ato, nosso cérebro percebe que também precisa ficar em alerta e repete a ação.

14 POR QUE FECHAMOS OS OLHOS PARA ESPIRRAR?

O espirro serve para eliminar qualquer sujeira que estiver no nariz com um jato forte de ar. Quando ele acontece, gera impulsos motores que contraem vários músculos do corpo, inclusive o orbicular, que fica na pálpebra e é responsável pelo abrir e fechar dos olhos. Por isso, é impossível espirrar com os olhos abertos, já que esse é um movimento involuntário do corpo.

15 POR QUE NÃO NOS LEMBRAMOS DE QUANDO ÉRAMOS BEBÊ?

Por mais que seja uma fase importante na vida, não conseguimos lembrar dos meses que passamos no útero, tampouco de quando éramos bebê. Isso acontece porque até os dois anos e meio de idade nossa memória está em formação e, por mais que passamos por situações extremamente boas ou ruins, não conseguimos recordar. A memória ainda não está completamente desenvolvida, a ponto de poder reter informações da vida intrauterina e da primeira infância.

16 POR QUE O CORAÇÃO FICA ACELERADO EM SITUAÇÕES DE PÂNICO?

Quando sentimos medo ou passamos por uma sensação de pânico, nosso coração dispara porque o organismo libera hormônios como a adrenalina e a dopamina, que ativam o sistema nervoso. Essa descarga de adrenalina é responsável pela aceleração dos batimentos cardíacos e tremores.

17 POR QUE MULHERES GRÁVIDAS TÊM DESEJO?

As mulheres grávidas não têm desejo. O que pode acontecer é uma mudança na alimentação. Na maioria das vezes estes desejos são movidos por questões emocionais ou mesmo por brincadeiras. A mulher pode ter de fato alteração do paladar, preferindo alimentos que antes não gostava e rejeitando alimentos que sempre gostou.

18 POR QUE OS HOMENS NÃO TÊM CELULITE?

Ainda que as mulheres lutem com todas as forças contra a celulite, esse problema raramente atinge o corpo masculino. E isso acontece por conta das diferenças hormonais. As mulheres liberam estrogênio, hormônio que faz a gordura se concentrar nos quadris e coxas e provoca a retenção de líquidos. Como os músculos são mais fortes nessa região, os furinhos costumam surgir. Por outro lado, os homens produzem testosterona, hormônio que faz a gordura se concentrar na região abdominal, onde a musculatura é menos firme e a celulite dificilmente aparece.

19 O QUE CAUSA AS OLHEIRAS?

Cansaço, noites mal dormidas ou fatores hereditários podem causar olheiras, aquela camada escura que fica abaixo dos olhos e incomoda tanto as mulheres. Isso acontece porque abaixo da pálpebra inferior há uma camada de gordura que sustenta e mantém a pele esticada. No entanto, quando estamos cansados, essa camada diminui e a pele fica ligeiramente enrugada, o que deixa a região mais escura e causa as olheiras.

20 POR QUE AS MULHERES TÊM TPM?

Não há dúvidas de que as mulheres ficam mais sensíveis antes de menstruar. As mudanças hormonais e externas influenciam nesse comportamento. Ainda é um mistério esta razão da existência da tensão pré-menstrual. Acredita-se que exista uma relação com questões hormonais, meio social e profissional e predisposição pessoal. O conjunto de situações mais estressantes neste período pré-menstrual pode acentuar a TPM.
Fonte: www.terra.com/saude