Endometriose: quais as causas? E os sintomas? É possível tratar?
O que é endometriose?
A endometriose é uma condição ginecológica que atinge 10 a 15% das mulheres em idade reprodutiva e que consiste na presença decélulas do endométrio em locais fora do útero, vizinhos a ele.
Os locais mais comumente acometidos pela endometriose são osovários, as trompas, o peritônio e a área entre o útero e o reto. Mais raramente, também pode atingir o intestino, a bexiga, o diafragma, a vagina e a parede abdominal.
Você
sabia que cerca de 6 milhões de brasileiras sofrem com a
endometriose? O mais curioso é que muitas nem sabem da existência
do problema e tratam os sintomas como algo que faz parte da vida. Por
isso, hoje explicaremos melhor o que é a doença e quais são as
formas de tratamento disponíveis.
Quais são as causas da endometriose?
Existem várias teorias sobre as causas da endometriose. A mais conhecida delas é que durante as menstruações as células do endométrio são conduzidas para dentro do abdome através das trompas e passam a se proliferar.
Fatores genéticos, hormonais, imunológicos e psicológicos também devem ser levados em consideração.
Entendendo o Problema
Segundo
o Dr. Drauzio Varella:
O endométrio é uma mucosa que reveste a parede interna do útero, sensível às alterações do ciclo menstrual, e onde o óvulo depois de fertilizado se implanta. (…) Endometriose é uma afecção inflamatória provocada por células do endométrio que, em vez de serem expelidas, migram no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a multiplicar-se e a sangrar (Fonte: drauziovarella.com.br).
Não
existe uma explicação clara na medicina para que essas células
caiam fora do útero. O que se sabe é que o problema acomete um
grande número de mulheres, causando dores e, em alguns casos,
infertilidade.
Exames
Testes que são realizados para diagnosticar a endometriose:
- Exame pélvico
- Ultrassom transvaginal
Quais são os sinais e sintomas da endometriose?
Os principais sintomas da endometriose são dores e infertilidade.
As dores crônicas são localizadas na região pélvica e costumam se exacerbar por ocasião das menstruações ou das relações sexuais. É uma dor tipo uma cólica menstrual mais intensa, que pode atrapalhar as atividades rotineiras da mulher.
Frequentemente ocorrem irregularidades menstruais. Outros sintomas podem ser diarreia, sangramentos e problemas urinários. A infertilidade ocorre em alguns casos.
A
endometriose pode ser assintomática, ou seja, não apresentar
qualquer sinal físico. Quando há presença de sintomas, a mulher
sente:
- cólicas muitos fortes durante o período menstrual;
- dor durante ou após as relações sexuais;
- problemas intestinais e urinários;
- dificuldade para engravidar.
Como o médico diagnostica a endometriose?
A suspeita diagnóstica é feita pela história clínica da paciente. Uma infertilidade não explicada permite suspeitar de uma endometriose. O exame físico pode reforçar ou não essa suspeita.
Em geral, a confirmação da doença pode ser feita através da videolaparoscopia, seguida de uma biópsia(exame anatomopatológico). A ultrassonografia, a ressonância magnética e outros exames de imagens podem ser utilizados.
Como é o tratamento da endometriose?
Diagnóstico e Tratamento:
Como
a cólica menstrual é o principal sintoma da endometriose, é
fundamental que a mulher procure a ajuda de um especialista ao invés
de simplesmente achar que as dores são normais. A partir de exames
clínicos, o ginecologista poderá diagnosticar a doença e propor o
tratamento mais adequado para cada caso. Geralmente, é aconselhado
que essas mulheres deixem de menstruar, com o uso de hormônios. Após
o tratamento, a infertilidade pode ser revertida.
A endometriose só regride espontaneamente na menopausa, muitas vezes depois de anos de sofrimento. Para mulheres mais jovens podem ser receitados medicamentos que suspendam a menstruação.
A administração de analgésicos e anti-inflamatórios é quase que obrigatória, mas nem sempre efetiva.
Algumas lesões de endometriose devem ser removidas cirurgicamente, por laparoscopia. Em casos determinados, quando a mulher já teve os filhos que desejava, a remoção dos ovários e do útero pode ser uma alternativa de tratamento.
O tratamento clínico deve ser continuado depois da cirurgia
.
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