sexta-feira, 8 de agosto de 2014

BEM ESTAR!!! ALERGIAS!!!!!! Saiba Mais!!!!!

   Bem Estar          





Micoses, brotoejas, dermatite atópica e alergias são causas de coceira:                             


A coceira é um sintoma e um sinal de alerta que pode indicar que há algo acontecendo com o organismo.

Existem, no entanto, diversas causas para ela que podem ser desde problemas muito simples a doenças mais graves, como renais ou do fígado, por exemplo, como alertaram as dermatologistas Márcia Purceli e Denise Steiner no Bem Estar desta terça-feira (26).
As médicas explicaram que micoses, alergias, brotoejas, picadas de inseto, dermatite atópica  e até mesmo a pele seca são alguns exemplos que podem fazer o corpo coçar – porém, dependendo da situação, existe uma solução específica. De maneira geral, no entanto, a recomendação é evitar coçar muito a região para não causar lesões e infecções.
A brotoeja, por exemplo, uma dermatite inflamatória causada pela obstrução das glândulas sudoríparas, impede a saída do suor e causa, além de coceira, queimação. Se o paciente coça, podem aparecer pequenas lesões e crostas em regiões como tronco, pescoço, axilas e dobras da pele. Mais comum em crianças no verão, as brotoejas aparecem geralmente por causa de ambientes quentes e úmidos, excesso de roupas e agasalho e até pela febre alta - nesse caso, a dica é tomar banho com amido de milho na concentração de 1 colher de sopa para 2 litros de água, como recomendaram as médicas.
Coceira Bem Estar (Foto: Arte/G1)
Para quem sofreu uma picada de inseto, a recomendação é colocar gelo ou alguma pomada.De acordo com a dermatologista Márcia Purceli, a secreção do inseto que fica na pele é o que causa a coceira e o organismo reage como se fosse uma alergia - em alguns casos, a pele pode até inflamar. Como lembrou a dermatologista Denise Steiner, o uso de repelente é uma maneira eficaz de se proteger contra as picadas.Outra causa de coceira é a micose, que são manchas brancas ou vermelhas que podem aparecer nas axilas, virilhas e entre os dedos das mãos e pés. Existem vários tipos de micose, mas todos causados por fungos. Segundo a dermatologista Márcia Purceli, o problema é mais comum nos homens e a virilha é a região que mais coça. Geralmente o tratamento dura 30 dias com o uso de antimicótico, mas para evitar a coceira, a dica é secar bem a região e usar roupa de algodão.
Micose 2 (Foto: Arte/G1)
Existe ainda a dermatite de contato, que são as alergias, causadas por determinadas substâncias em pessoas que têm sensibilidade a elas. Por causa disso, surgem lesões avermelhadas que coçam. Segundo as médicas, é importante descobrir a substância responsável pela dermatite, como níquel, borracha, roupas e calçados, cosméticos, perfumes, loções e até mesmo plantas, por exemplo. Se for o caso, a dica é evitar o contato com esses produtos.
Fora a dermatite de contato, há também a dermatite atópica, um processo inflamatório crônico da pele caracterizado por lesões avermelhadas que coçam muito e descamam. Geralmente, essas lesões aparecem no rosto das crianças pequenas e nas dobras do joelho e cotovelos das crianças maiores e adultos, mas segundo a dermatologista Denise Steiner, a maioria dos casos da doença melhora após a puberdade.Ainda não se sabe o que causa a dermatite atópica, mas existem evidências de que a genética e o histórico familiar de atopias influenciam.Para quem já tem a doença, alguns fatores de risco podem desencadear as crises, como frio intenso, ambiente seco, calor e transpiração, estresse emocional e até a poeira, como é o caso da pequena Ana Luiza Cavalcante de Araújo, de 6 anos, mostrada na reportagem da Daiana Garbin(veja no vídeo acima).Segundo a dermatologista Denise Steiner, quem tem dermatite atópica pode levar uma vida normal e, como a pele costuma ficar muito seca, deve se preocupar também em se hidratar. Isso porque a pele seca perde sua barreira de proteção, o que contribui para a coceira. Para evitar isso, a dica é hidratar a pele com óleo de amêndoa e vaselina, não usar a bucha e não tomar banho muito quente ou demorado.Por último, as médicas falaram sobre a dermatite seborreica, mais conhecida como caspa. Se o paciente coça muito a cabeça, pode ser um sinal de alerta dessa inflamação, que surge com o excesso de oleosidade no couro cabeludo.A dica é usar shampoo anticaspa todos os dias, mas como ele não limpa o cabelo, é bom depois lavá-lo normalmente com shampoo e condicionador normais.
Vitiligo
O Bem Estar desta terça-feira (26) falou ainda sobre vitiligo, uma doença de pele autoimune genética, geralmente desencadeada por problemas emocionais, como mostrou a reportagem da Danielle Borba, de Sorocaba, no interior de São Paulo (veja no vídeo abaixo).Manchas brancas aparecem pelo corpo e podem aumentar quando o paciente passa por uma situação que abala o emocional, como uma separação, a perda de um parente ou até a chegada de um novo irmão, no caso das crianças, por exemplo.Segundo as dermatologistas, é fundamental que o paciente procure algo que lhe faça bem para evitar o estresse, como terapia, atividade física, meditação ou ioga, por exemplo. Em alguns casos mais graves, é preciso tratar com corticoide e imunosupressores.
                                                        

                                               ALERGIAS:
A Alergia é uma resposta exagerada do sistema imunológico a uma substância estranha ao organismo, ou seja uma hipersensibilidade imunomediada a um estímulo externo específico.

O organismo capaz de apresentar uma reação de hipersensibilidade diz-se estar sensibilizado. As reações alérgicas, sendo reações imunológicas, são extremamente específicas, reagindo o organismo sensibilizado exclusivamente ao determinante antigênico usado como imunógeno ou uma estrutura semelhante. As reações de hipersensibilidade foram bem cedo separadas em dois tipos diferentes, de acordo com o tempo decorrido entre o contato do organismo sensibilizado com o antígeno e a visualização macroscópica do fenômeno alérgico. Assim, enquanto as chamadas reações de hipersensibilidade imediata exigem apenas minutos para seu aparecimento, as reações de hipersensibilidade tardia só se desenvolvem depois de muitas horas. Hoje, embora esse critério de tempo de aparecimento continue válido para a classificação das reações de hipersensibilidade, sabe-se que diferenças mais importantes separam os dois tipos. Assim, enquanto as reações do tipo imediato incluem todas as reações reproduzíveis por um ou outro dos vários tipos de anticorpos presentes no soro e, consequentemente, podem ser transferidas de um indivíduo para o outro por anti-soro, as reações do tipo tardio dependem de linfócitos e, portanto, não são transmissíveis por anti-soro, mas somente por células. A transferência por meio de células de um estado de imunidade denomina-se imunização adotiva, porque o organismo receptor adota as células do doador, as quais lhe conferem a imunidade adquirida no outro organismo. No caso de transferência por células de um estado de hipersensibilidade, diz-se haver sensibilidade adotiva. Tanto a imunidade quanto a sensibilização adotiva somente são possíveis entre indivíduos isogênicos.(É possível à transferência de células alogênicas que, entretanto, sobrevivem por um período curto.) Note-se que, enquanto a hipersensibilidade tardia é transferível por anticorpos ou células.

Classificação

O esquema adiante resume a classificação dos diversos tipos de hipersensibilidade. As reações de hipersensibilidade imediatas incluem a anafilaxia, as reações citotóxicas e as reações devidas a determinados tipos de complexos antígeno-anticorpo em consequência qual produzem-se alterações nos tecidos. Note-se que, enquanto na anafilaxia o anticorpo está associado às células provando respostas dessas ao reagirem com o antígeno, nas reações citotóxicas, o antígeno é que se encontra associado às células. Nas reações devidas a complexos antígeno-anticorpo, nem o antígeno o anticorpo se encontram previamente associados às células, ocorrendo a reação após combinação do antígeno com o anticorpo livre. Além disso, enquanto as duas reações dependem da reação de complemento, as reações anafiláticas acontecem sem a participação desse sistema. Existem evidências demostrando que, em quase todas as reações, a resposta do organismo é divida à ação de substâncias formadas ou liberadas do tecido pela reação do antígeno-anticorpo. Essas substâncias, que usualmente possuem intensa atividade farmacológica, são denominadas mediadores farmacológicos químicos ou simplesmente mediadores.
                                                              

Alergia a alimentos pode provocar reações graves e até levar à morte
Amendoim, crustáceos, nozes e leite são os que mais provocam reações.
Língua dormente é sinal de alerta e alérgico deve ir rapidamente ao médico.
Você já comeu algum alimento que te causou inchaço ou coceira nos lábios, diarreia, vômitos ou até mesmo rouquidão? Isso pode ter sido um sinal de alergia alimentar, uma resposta exagerada do organismo a determinada substância presentes em certos alimentos.
Crustáceos, amendoim, leite de vaca e nozes são os campeões que mais provocam reações graves nas pessoas, como explicou o alergista Fábio Castro no Bem Estar desta quarta-feira (6).
Quem é alérgico pode, portanto, ter reações na pele (urticária, inchaço, coceira e eczemas), no aparelho digestivo (diarreia, dores abdominais e vômitos) e também no sistema respiratório (tosse, rouquidão e chiado no peito). Porém, em casos mais graves, pode levar também a uma queda da pressão arterial a zero e arritmia cardíaca, o que prejudica a irrigação de vários órgãos – o chamado choque anafilático - e, por isso, o paciente deve ficar atento aos sintomas.
Esse choque é uma reação súbita que ocorre em poucos minutos e que pode até mesmo levar à morte. A dica do alergista Fábio Castro é perceber os primeiros sinais - no caso de língua dormente, por exemplo, o paciente deve tomar um remédio anti-histamínico e ir imediatamente ao hospital.
Por isso, quem tem alergia a algum alimento deve obrigatoriamente evitá-lo. Se o alimento que causa a reação for extremamente importante para o organismo, como por exemplo, o leite, a pessoa deve procurar orientação médica para conseguir repor a falta desse nutriente.
Existem casos também de pessoas que têm reações apenas pelo fato de tocar ou sentir o cheiro do alimento. Nos adultos, é mais comum que eles sejam alérgicos a frutos do mar e frutas tropicais, como kiwi, manga, pêssego e banana. Já as crianças costumam ter alergia a leite, trigo e ovo – porém, esse problema pode desaparecer sozinho após os 3 anos de idade. As chances dos pequenos serem alérgicos aumenta em quase 80% se o pai e a mãe também forem.
Os médicos alertaram também que os alimentos podem provocar reações cruzadas, ou seja, o paciente alérgico a camarão pode também não tolerar outros crustáceos, da mesma maneira que se ele tiver alergia ao amendoim, pode também não conseguir comer soja, ervilha ou outros feijões.
Por isso, quem é alérgico deve tomar muito cuidado na hora de comer fora e perguntar sempre se o prato não tem algum alimento que possa causar alguma reação. Isso porque até um mínimo rastro já é suficiente para fazer mal – por exemplo, se o alérgico a camarão comer uma batata que tenha sido frita no mesmo óleo, ele pode ter reação.
Existem casos também em que a manifestação da alergia ocorre imediatamente após o contato do alimento com a mucosa da boca. Nesses casos, o paciente pode ter coceira e inchaço nos lábios, palato e faringe. Segundo o alergista Fábio Castro, isso é mais comum em quem tem alergia a pólens ou alimentos como melão, melancia, banana, pêssego, cereja, batata, cenoura, ameixa, amêndoa, avelã e aipo.
O paciente que tem dúvida se tem alergia a determinado alimento deve procurar um médico. A principal maneira de identificar o problema é através do exame clínico, mas existem outros que também podem ajudar no diagnóstico, como os de sangue, testes cutâneos e também algumas provocações, que são feitas com cápsulas de placebo e com alimentos que podem ser a causa da alergia.
Porém, é importante que esse último exame seja feito em um hospital com médicos especializados já que a pessoa pode ter uma reação anafilática.
Além da alergia alimentar, o paciente pode ter também intolerância ou intoxicação – todos têm sintomas semelhantes, mas os mecanismos e tratamentos são diferentes.
Por exemplo, no caso da intoxicação, o problema é causado por bactérias e fungos presentes nos alimentos e o paciente pode ter, além da diarreia e vômito, febre. Já a intolerância provoca distensão abdominal e, assim como nos outros dois casos, também causa diarreia e vômito se a pessoa ingerir o alimento.

Segundo os médicos, a alergia alimentar não pode ser evitada com medicamentos. Se for diagnosticada, o paciente deve tratá-la com anti-histamínicos durante as crises.


Reações de Hipersensibilidade
Mediadas por anticorpos
Mediadas por Linfócitos T
anafilaxia
Reações por complexos imunes
Devidas as infecções bacterianas, vírus e parasitos.
Devido a proteína purificada
Devido a substância química simples(dermatite de contato)

Imunoglobulina E

A imunoglobulina é uma proteína que exerce importante papel no corpo humano. É ela que vai dar início a um complexo sistema de defesa contra infecções e ataques de vírus e bactérias. A imunoglobulina tem função de mensageira. Liberada na circulação sanguínea, ela percorre o organismo e ao deparar-se com o agente agressor para o qual ela foi especificamente feita, fixa-se nele e promove a liberação de histamina, que é a responsável pelos sintomas.

Sintomatologia
O alérgico pode apresentar um ou vários dos sinais abaixo, conforme a patologia.

Asma:
Tosse repetitiva
Dispneia (falta de ar)

Rinite:
Espirros em salva (vários espirros seguidos)
Nariz obstruído, com respiração pela boca.
Coriza (secreção nasal aquosa e fluida)

Prurido nasal.
Lacrimejação dos olhos


Dermatite Atópica:
Lesões descamativas, principalmente em locais de dobras do corpo (anterior do cotovelo, posterior do joelho e pescoço) e couro cabeludo.
Alimentos, ferroadas de himenópteros, medicamentos e látex.

Urticárias:
Angioedema (inchaço) em qualquer parte do corpo.

Anafilaxia
Dermatite de Contato níquel, cobalto, cosméticos e outros.
Eczema
Prurido

RINITE:

Rinite é um termo médico que descreve a irritação e inflamação crônica ou aguda da mucosa nasal. É uma doença que pode ser causada tanto por vírus como por bactérias, embora seja manifestada com mais freqüência em decorrência de alergia, ou por reações ao pó, fumaça. A inflamação decorrente da rinite resulta na produção excessiva de muco, gerado pelo acúmulo da histamina, o que ocasiona o escorrimento nasal, sintoma mais típico da rinite. 

Tipos 

O ácaro 
é considerado o principal causador de alergia respiratória nos seres humanos.
A rinite pode ser não-alérgica ou alérgica. A não-alérgica é geralmente causada por inflamação que não decorre de alergia ou por problemas na própria anatomia das vias nasais.Já a rinite alérgica, que é a forma mais comum de rinite, é causada geralmente por alérgenos presentes no ar, como o pólen,ácaro e a própria descamação da pele de animais, mas também pode ser provocada devido a reação alérgica à coceira, produtos químicos, cigarros e remédios.
Sintomas

Escorrimento de secreção do nariz, entupimento nasal, alergia e ardor nos olhos, espirros constantes. Também pode ocorrer tosse, dor de cabeça e falta de ar.
Diagnóstico

O diagnóstico da rinite é feito pelo médico através da anamnese e do exame clínico, com auxílio de exames complementares, como os testes cutâneo-alérgicos, dosagem de IgE específica, rinomanometria, rinometria acústica, citologia de secreção nasal e prova de provocação nasal.
Tratamento

Consiste em afastar as causas como os alérgenos ambientais, no caso da rinite alérgica , na terapia farmacológica (corticosteróides, anti-histamínicos e descongestionantes) e na dessensibilização


Diagnóstico de Alergia 

O diagnóstico de alergia é um diagnóstico eminentemente clínico, que pode ser auxiliado pelos testes cutâneo-alérgicos e por exames laboratoriais. Os testes cutâneo-alérgicos são rápidos e práticos e podem ser feitos no próprio consultório do médico especialista em Alergia e Imunologia e geralmente são suficientes para confirmar o diagnóstico. Quando por qualquer razão, não trouxerem as informações necessárias, o especialista pode solicitar exames laboratoriais complementares.As análises de alergia no sangue podem ajudar a confirmar/excluir alergia e, consequentemente, reduzir reações adversas limitando a evicção e medicação desnecessárias.Um diagnóstico correto, com aconselhamento e medidas de evicção baseados em resultados válidos de testes de alergia, ajudarão a reduzir a incidência de sintomas bem como a medicação e a melhorar a qualidade de vida. O profissional de saúde pode utilizar os resultados dos testes para identificar alergénios específicos, que possam contribuir para os sintomas. Com esta informação, juntamente com a história clínica e o exame físico, o médico pode diagnosticar a causa dos sintomas e definir o tratamento que ajudará o doente a sentir-se melhor. Um resultado negativo pode ajudar o médico a excluir determinadas alergias, de modo a explorar outras possibilidades. Excluir alergias é tão importante como confirmá-las, de modo a reduzir a evicção e preocupação desnecessárias bem como o impacto social negativo
Em geral, todas as crianças com “sintomas alérgicos” persistentes/recidivantes/graves, ou indivíduos com necessidade de tratamento contínuo, devem realizar análises de alergia no sangue, independentemente da idade da criança. Os sinais e sintomas podem incluir manifestações relacionadas com: a pele (ex. eczema, prurido, eritema, urticária aguda ou angioedema) o trato gastrointestinal (ex. inchaço dos lábios/língua, náuseas, cólicas abdominais, diarreia, vómitos) o trato respiratório (ex. prurido nasal, espirros, nariz entupido, tosse, compressão torácica, sibilância, falta de ar) sinais ou sintomas de anafilaxia ou outras reações alérgicas sistémicas
As diretivas emitidas pelo National Institute for Health and Clinical Excellence (NICE), em fevereiro de 2011, oferecem aconselhamento de boas práticas no tratamento de crianças e adolescentes até aos 19 anos de idade, com suspeita de alergias alimentares. As diretivas NICE estabelecem que todas as crianças e adolescentes com suspeita de alergia alimentar IgE mediada devem realizar uma análise de alergia no sangue, bem como o doseamento de anticorpos IgE específicos.

A importância dos testes de monitorização

A alergia muda de forma dinâmica ao longo do tempo, e os doentes podem superar ou adquirir novas alergias. Recomenda-se o rastreio regular dos alergénios relevantes, pois fornece informação sobre se e como a abordagem do doente deve ser alterada, de modo a melhorar a sua saúde e qualidade de vida. As análises anuais são importantes para determinar se as alergias a leite de vaca, ovo, soja e trigo foram superadas; no caso de alergia a amendoim, frutos secos, peixe e crustáceos, o intervalo entre testes é alargado para 2 a 3 anos. Os resultados dos testes de monitorização podem ajudar a decidir se é seguro introduzir ou reintroduzir alimentos alergénicos na alimentação, ou quando será o melhor momento para o fazer. O intervalo para reavaliação depende do alimento específico a que o indivíduo é alérgico, da idade e história clínica do doente.

Análises de alergia

As diretivas NIH para diagnóstico e abordagem da alergia alimentar e da asma, recomendam as análises de alergia no sangue ou testes cutâneos para determinar com segurança a sensibilização alérgica(1, 5). Ambos os testes são muito precisos e têm valor de diagnóstico similar, em termos de sensibilidade e especificidade. Os avanços e aperfeiçoamentos da tecnologia nas análises de alergia no sangue melhoraram a sensibilidade e a exatidão do teste, ao ponto de as análises de alergia no sangue e os testes cutâneos serem considerados intermutáveis.
Para uma análise de alergia no sangue, uma amostra do sangue do doente é levada para o laboratório. O médico examina os resultados do teste para determinar se o doente é alérgico.
Os testes cutâneos envolvem a introdução de uma pequena quantidade de um extracto de alergénio padronizado na camada superior da pele, habitualmente no antebraço. A resultante libertação de mediadores provoca uma pápula característica e uma reação cutânea no doente sensibilizado. O tamanho da pápula é avaliado pelo médico para determinar se o doente é alérgico ou não.
Segundo as Diretivas NICE e os dados de economia na área da saúde os testes cutâneos e as análises ao sangue (doseamento dos anticorpos IgE) são igualmente económicos em termos de custo-benefício face à não realização dos mesmos. Para além disso, diagnósticos mais precoces e precisos poupam custos, ao reduzirem as consultas de clínica geral, o encaminhamento a cuidados secundários, erros de diagnóstico e hospitalizações de urgência.

Análises de alergia no sangue

Uma análise de alergia no sangue é rápida e simples e pode ser solicitada por um profissional de saúde habilitado, por ex. um alergologista, clínico geral ou pediatra. Ao contrário dos tradicionais testes cutâneos, a análise pode ser realizada independentemente da idade, condição de pele, medicação, sintomas, doenças ou gravidez. Adultos e crianças de qualquer idade podem realizar uma análise de alergias no sangue. Em bebés e crianças muito pequenas, uma única picada para uma análise ao sangue é muito menos cruel do que vários testes cutâneos.
Uma análise de alergia no sangue está disponível na maioria dos laboratórios. Uma amostra de sangue do doente é levada para o laboratório para análise e os resultados são dados poucos dias depois. É possível detetar múltiplos alergénios com uma única amostra de sangue. O profissional de saúde aprova os resultados e, juntamente com os sintomas e a história clínica do doente, determina se o doente é alérgico ou não.
As Diretivas NIH estabelecem que: “os testes de quantificação de IgE específica são úteis para identificar alimentos potencialmente causadores de reações alérgicas alimentares IgE mediadas, e os valores de normalidade específicos, definidos como valores preditivos de 95%, são possivelmente mais preditivos que os testes cutâneos com reatividade clínica, em determinadas populações”. Estabelecem ainda que “as análises de IgE específica são muito úteis para detetar a presença de anticorpos IgE específicos, indicando a existência de sensibilização alérgica. Os ensaios com anticorpos marcados por fluorescência possuem sensibilidade comparável aos testes cutâneos, e os níveis absolutos de anticorpos IgE específicos podem estar diretamente relacionados com a verosimilhança da reatividade clínica, comparativamente a testes de provocação oral para identificação de alimentos causadores de alergias alimentares IgE mediadas”.
As análises de alergia no sangue (como ImmunoCAP) realizam-se sem alterações ao procedimento e a padronização de resultados é excelente. Por outro lado, os reagentes e métodos para realização dos testes cutâneos não estão padronizados. Em “Evidence-based Allergy Diagnostic Tests”, Portnoy afirma:
“Embora os testes cutâneos de alergia sejam sensíveis e específicos, são também altamente variáveis. Os resultados dos testes cutâneos num individuo podem diferir consoante a pessoa que o executa, e tendem a variar consoante a altura do dia e a estação do ano, localização do teste no corpo do doente, instrumento utilizado, fonte do extrato e concentração do mesmo. Infelizmente, há muita tradição em torno dos procedimentos para realização e interpretação dos testes cutâneos. Por exemplo, as técnicas podem divergir dependendo do local de formação do clínico e de quem o formou, pois alguns locais realizam apenas testes cutâneos, outros só realizam testes intradérmicos, e outros ainda realizam ambos os testes”.

Tratamento Alergia
O tratamento das reações alérgicas deve ser direcionado aos sintomas, ao afastamento do paciente do alérgeno e, em casos selecionados, a indução de tolerância oral (em Alergia Alimentar) ou Imunoterapia Específica ou (em Alergias Respiratórias e Alergia aos Insetos Himenópteros). Pode-se dividir o tratamento naquele da fase aguda e da fase crônica. Esta divisão é aplicada as reações alérgicas agudas IgE mediadas.

Tratamento sintomático
O tratamento sintomático é feito com anti-histamínicos e corticóides por via endovenosa ou intramuscular. Nos casos de alergias respiratórias pode ser necessário nebulização com beta-adrenérgicos. Medicamentos sintomáticos são prescritos conforme a necessidade de cada pessoa. É necessário também afastar a pessoa do agente que está causando a alergia. No caso de anafilaxia a primeira opção é sempre Epinefrina via intramuscular.

Tratamento curativo

O tratamento curativo é a Imunoterapia Específica ou Dessensibilização. A Dessensibilização é uma forma de imunoterapia onde o paciente recebe doses inicialmente mínimas que gradualmente vão aumentando, com doses progressivas do produto alergênico em questão ou do alérgeno modificado (alergóide)
A Imunoterapia Específica é o único tratamento curativo capaz de modificar o curso natural da doença.


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